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14/11/2017 - 08:30
Pressão social e depressão têm levado muitos jovens a tirar a vida
 
 
 
- Foto: Divulgação
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Só de janeiro a outubro deste ano, quase 700 pessoas tentaram suicídio em Campo Grande.
45Lugar bonito, que fica fora do perímetro urbano de Campo Grande e é bastante frequentado por quem gosta de aventura e natureza, a cachoeira do Inferninho foi de onde uma universitária de 18 anos se atirou para acabar, de maneira amarga, com algum sofrimento psíquico, no último feriado prolongado.

Foi encontrada minutos depois de cometer suicídio, essa palavra que causa silêncio e quase nunca aparece na relação de notícias – enquanto avança como epidemia em todo mundo.

Já é a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde.  

No caso da universitária, os bombeiros foram chamados por ligação feita por ela, do  próprio celular, mas não chegaram a tempo de evitar que a jovem decidisse pelo precipício de aproximadamente 30 metros.

Só de janeiro a outubro deste ano, quase 700 pessoas tentaram suicídio em Campo Grande. Nos primeiros seis meses, 26 o consumaram.

Na análise por faixa etária desses dados, que são registros parciais informados pela Secretaria Municipal de Saúde, jovens como a universitária são vítimas frequentes.

Entre as notificações de tentativas, por exemplo, 153 se referem a pessoas de 15 a 19 anos e 225 a pessoas de 20 a 29 anos. Somados, os números representam 54% do total.

FATORES 

O psiquiatra e professor do curso de Medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), José Carlos Rosa Pires, afirma que não existe um marcador biológico para o suicídio, mas acredita que questões ligadas às relações sociais e familiares que podem desencadeá-lo, provavelmente estão deixando adolescentes e jovens mais vulneráveis.

“Todo esse imediatismo moderno, a ‘propaganda’ do sucesso pessoal e do ‘ter’ maximizada, a incapacidade de se absorver o impacto das frustrações a ponto de não querer tê-las, e a falta de vínculos e diálogo na família os têm afetado especialmente”. 

*Leia reportagem, de Cassia Modena, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.
Correio do Estado
 
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