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11/02/2018 - 08:00
Oito escolas de samba disputam hoje 2 vagas na elite do carnaval de São Paulo
 
 
 
Oito escolas desfilam hoje (11) do Sambódromo do Anhembi pelo Grupo de Acesso na disputa por duas vagas na elite do carnaval paulistano em 2019. A Barroca Zona Sul abre a competição às 21 horas, e a Imperador do Ipiranga fecha o desfile a partir das 4 horas de segunda-feira (12). A última colocada cai para o Grupo 1, a terceira divisão.

Este ano, duas das grandes campeãs de São Paulo estão na disputa, a Nenê de Vila Matilde, segunda maior vencedora da cidade com 11 títulos, e a Camisa Verde e Branco, que tem nove campeonatos. Elas são apontadas como favoritas ao lado de Águia de Ouro e Pérola Negra, mas o histórico mostra que as surpresas são comuns no Grupo de Acesso.

Ainda há ingressos disponíveis para todos os setores. Eles custam de R$ 30 a R$ 240 e podem ser adquiridos na bilheteria do sambódromo, a partir das 10 horas até o fim do desfile, ou pela internet.

Não é permitida a entrada de comida ou bebida nem de garrafas de vidro ou de plástico, latas, fogos, bandeiras com mastro, caixas térmicas e guarda-chuvas.



Barroca Zona Sul

Em sua volta ao Grupo de Acesso, a Barroca vai contar a história do carnaval desde a Antiguidade, a partir das 21h. Com o enredo Carnevale. A Magia da Folia, a escola pretende resgatar cada capítulo da festa até chegar aos dias atuais.

Esse passeio vai buscar as celebrações pelas colheitas no Egito Antigo, as festas profanas da Roma Antiga, a elegância da festa em Veneza e visitar os diferentes carnavais que há pelo mundo. Também mostrará as diversas manifestações do Brasil, dos antigos corsos (agremiações) e cordões ao ritmos do frevo, afoxés e maracatus, entre outros.

Fundada em 1974 e uma das poucas agremiações da zona sul da capital, a Barroca tenta este ano dar mais um passo para voltar ao Grupo Especial, que frequentou com brilho entre 1978 e 1994. Nos últimos 20 anos, a agremiação passou por uma série de crises e chegou a cair para a quarta divisão do carnaval paulistano.

A Barroca se autodenomina Faculdade do Samba e se orgulha de ter sido batizada pessoalmente pelo compositor Cartola. A Mangueira é sua madrinha, por isso as cores verde e rosa.

Leandro de Itaquera

Aproveitando que o símbolo das duas entidades é o leão, a Leandro de Itaquera vai comemorar na avenida o centenário do Lions Clube, a partir das 22h. O enredo A Celebração da Solidariedade no Mundo. Onde Há Necessidade, Há um Leão vai contar a história da associação e mostrar sua ação filantrópica em mais de 200 países, os compromissos com o meio ambiente, a educação e a saúde e as ações de socorro a vítimas de tragédias e crises humanitárias.

A Leandro espera passar uma mensagem de esperança e de alerta diante do caos que a humanidade vive, destacar a importância da solidariedade e lançar o convite: “Nós podemos mudar o mundo”.

A escola surgiu do pedido de uma criança. Em 1982, Karin, em sua festa de aniversário de nove anos, pediu ao pai, Leandro Martins, uma escola de samba de presente. Em poucos dias, nascia a que se tornaria a mais popular das agremiações da extrema zona leste de São Paulo. Anos depois, Karin se tornou porta-bandeira da escola, função que exerceu por 30 anos .

Sempre em desvantagem financeira diante das concorrentes, a Leandro ganhou fama pela garra de seus componentes, a força da torcida e os grandes sambas. Um exemplo é “Babalotim”, cantado em sua estreia no Grupo Especial, em 1989. Interpretado por Eliana de Lima, tornou-se um dos sambas mais conhecidos do carnaval de São Paulo de todos os tempos.

Nesses quase 30 anos desde a estreia na elite, a Leandro se equilibrou entre grandes carnavais com boas colocações e quatro rebaixamentos, o último deles em 2014. Nos últimos oito anos, a escola esteve apenas uma vez no Grupo Especial.

Nenê de Vila Matilde

Com o enredo A Apopeia de Uma Deusa Africana, a Nenê vai cantar a história de Iemanjá em forma de saga, a partir das 23h. A escola volta até o início da criação segundo a tradição africana, quando a rainha do mar aparece como mãe do mundo. No transcorrer da narrativa, revela-se a importância da orixá e como ela influenciou outras manifestações de fé no Brasil.

O desfile destacará a importância de Iemanjá na aceitação dos cultos africanos no Brasil. Nessa viagem pelo tempo, ela, que nasceu negra e dona de enormes seios, protetora das gestantes, em razão de seu papel predominante na fusão das raízes culturais brasileiras.

Nessa epopeia, a Bahia de todos os deuses aparece como um cenário fundamental. Aí, entram a preservação do candomblé, as lendas, os terreiros, a lagoa de Abaetê e a festa de 2 de fevereiro.

A Nenê de Vila Matilde é uma pioneira do carnaval paulistano. Fundada em 1949 por Alberto Alves, o Seu Nenê, foi a maior vencedora no período anterior à unificação dos desfiles de escolas e cordões. Hoje tem 11 títulos, atrás apenas da Vai-Vai. Ostenta também o privilégio de ter sido a única escola de São Paulo a desfilar na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, como prêmio por ter vencido o carnaval em 1985 daquele ano.

Sua bateria é famosa e por muito tempo foi considerada a melhor da cidade. A evolução da escola, baseada no samba no pé, em contraposição com o passo marcado dos antigos cordões, é outra de suas marcas. Nos últimos dez anos, porém, a Nenê enfrentou uma série de crises internas que resultaram em três rebaixamentos, o último deles, em 2017.

Colorado do Brás

Com o enredo Axé, os Caminhos que Levam à Fé, a Colorado vai contar, a partir das 23h, como foi a criação do mundo segundo a tradição africana. Ao mostrar o surgimento dos orixás, exaltará Obatalá, responsável pela criação da vida, e contará como Oxalá recebeu a missão de espalhar essa mesma vida pela terra.

Da união dos elementos terra, fogo, água e ar foi forjado o ser humano, e a África foi escolhida para ser sua mãe e seu berço. É ali também que nasce o pensamento, a razão e a sabedoria e em seu solo é germinada a semente da humanidade.

O desfile vai mostrar ainda como o flagelo da escravidão fez a religiosidade africana atravessar o mar e aportar no Brasil. Nos porões dos navios negreiros viajava também a luz da fé africana que chegou primeiro à Bahia e depois se espalhou por todo o país

Em 1975, integrantes do Colorado, time de futebol do bairro do Brás, na região central de São Paulo, decidiram criar sua escola de samba. Além de atuar na área cultural, resolveram que a nova agremiação deveria desenvolver projetos sociais para atender a comunidade mais carente da região.

Durante dez anos, a agremiação lutou para chegar à elite do carnaval, o que aconteceu em 1986. No tempo que passou entre as grandes, teve desempenhos medianos, até que em 1993 caiu e entrou num período de dificuldades. A partir de então, peregrinou pelas divisões de baixo até voltar ao Grupo de Acesso em 2014, onde está até hoje.

Camisa Verde e Branco

A Camisa Verde e Mário de Andrade têm muitas coisas em comum. Ambos são da Barra Funda e fizeram da cultura popular sua razão de ser. Por isso, a escola considerou que nada seria mais natural do que fundir as duas experiências. É o que pretende o enredo “100% Camisa Verde e Branco carnavalizando Mário de Andrade. O berço do samba, o poeta e o herói na Pauliceia Desvairada”, que será mostrado na avenida, a partir da 1h.

Assim, a agremiação vai contar sua própria história a partir do olhar do poeta, ao mesmo tempo em que imprime na arte de Mário a estética do carnaval. Nesse delírio, a Camisa Verde e o poeta, como diz o samba de enredo, caminham de braços dados relembrando os maiores momentos da história da escola, os grandes personagens da obra andradiana e o grande amor de ambos, a cidade de São Paulo.

A Camisa Verde é a mais antiga agremiação carnavalesca de São Paulo. Sua origem remonta a 1914, quando nasceu o Grupo Carnavalesco Barra Funda. Perseguido pela ditadura, que relacionou as camisas verdes de seus componentes com o movimento integralista, o grupo deixou de desfilar em 1936.

Só voltou em 1953, sob o comando de Inocêncio Tobias, o Mulata, então rebatizado como Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco. Impulsionada pelo povo da Barra Funda, tradicional bairro de sambistas, em pouco tempo já era uma das maiores agremiações paulistanas. Em 1972 tornou-se escola de samba. Sofreu nos primeiros anos da unificação do carnaval, pois ainda trazia as características dos cordões, mas logo se adaptou e dominou o carnaval na década de 1970, conquistando o tetracampeonato de 1974 a 1977.

As vitórias se acumularam e em 1993 obteve seu nono título. A partir de então, uma série de divisões internas fez a escola encolher. Em 1996, veio o primeiro rebaixamento, de uma série de quatro, e a cada vez a volta à elite demorava mais. A última queda ocorreu em 2012, e a gigante do passado tenta mais uma vez voltar ao seu lugar na elite, após cinco tentativas frustradas.

Águia de Ouro

A Águia de Ouro promete transformar o Anhembi num grande mercado árabe, a partir das 2h, com o enredo Mercadores de Sonhos. A escola pretende falar da tradição milenar do comércio entre os povos do deserto num clima de mil e uma noites. O desfile vai destacar os alimentos e temperos típicos dos grandes mercados, tecidos, perfumes, produtos religiosos e as novidades. Uma ala vai exalar cheiro de cravo e pimenta.

Serão destacadas as técnicas de negociação e pechincha, bem como os jogos de sedução do comércio que transformam um sonho em realidade. O enredo se estenderá ainda à influência árabe na cultura brasileira.

A Águia de Ouro surgiu na Pompeia, bairro de uma das zonas nobres da capital e distante das regiões que tradicionalmente acolhem as escolas de samba paulistanas. Atualmente, está instalada numa grande quadra na Marginal do Tietê.

A agremiação foi fundada em 1976 a partir de um time de futebol de várzea, o Faísca de Ouro. Em 1984, chegou ao Grupo Especial. Teve um período de subidas e descidas, mas a partir de 1999 firmou-se e disputou 18 de 19 carnavais na elite, até ser rebaixada em 2017. Seu melhor período foi no início desta década, quando obteve dois terceiros lugares e um quarto de 2013 a 2015.

Pérola Negra

Para homenagear a cidade paraibana de Campina Grande, conhecida por realizar a maior festa junina do Brasil, a Pérola Negra fará, a partir das 3h, uma viagem da sua casa, no bairro da Vila Madalena, ao Nordeste. No trajeto, vai revelar as riquezas do litoral ao sertão: hábitos, paisagens, comidas, manifestações culturais, música e dança. Tudo cabe no enredo Numa Viagem Arretada por Terras Nordestinas, a Joia Rara do Samba Embarca no Trem do Forró Rumo ao Maior São João do Mundo: Campina Grande.

O povo nordestino estará no centro desta história, com sua fé, força para vencer as adversidades e dignidade para não desistir. As festas populares, como Bumba meu Boi, Maracatu, Reisado, bem como a literatura de cordel, estarão presentes na viagem da Pérola. Para tudo terminar no forró gigante de Campina Grande.

A escola enfrentou dificuldades no último ano. Em maio de 2017, um incêndio atingiu seu barracão na zona norte da cidade. O trabalho de confecção das alegorias ainda não havia sido iniciado, mas as estruturas dos carros foram destruídas

A Pérola Negra foi fundada em 1973 no então bairro boêmio da Viola Madalena, quando a Acadêmicos de Vila Madalena fundiu-se com o Bloco Boca das Bruxas. É uma escola de porte médio, conhecida pela criatividade e ousadia. Desde seu primeiro desfile na elite, é uma das agremiações que mais vezes subiu e desceu entre as divisões do carnaval. Nos últimos seis anos foram três quedas e três acessos.

Imperador do Ipiranga

A Imperador do Ipiranga vai encerrar o desfile do Grupo de Acesso enaltecendo as pessoas preocupadas em ajudar o próximo, com o enredo Solidariedade. A Explicita Magia de Sonhar, Amar e Viver em Prol do Bem. Com esse propósito, vai mostrar, a partir das 4h, que desde as cavernas o ser humano é solidário. A partir daí, vai dar exemplos de grande momentos de solidariedade da história da humanidade.

Também serão lembradas figuras que dedicaram a vida a fazer o bem, como Jesus, Gandhi e Madre Teresa de Calcutá, além de entidades como os Médicos sem Fronteiras e a Cruz Vermelha. Por fim, exaltará a generosidade do povo brasileiro, lembrando as tragédias de Mariana e do time da Chapecoense.

Outro aspecto que será abordado é a solidariedade nas artes, tendo como exemplo central o romance Os Três Mosqueteiros, que tinham como lema “um por todos, todos por um”.

A Imperador nasceu em 1968 com a intenção de proporcionar lazer às crianças do Ipiranga e dos bairros vizinhos. Desfilou pela primeira vez em 1970 e três anos depois estreou no grupo de elite. Viveu sua melhor fase nos anos 1980, quando disputou nove vezes o desfile principal num período de dez anos.

A partir da queda, em 1988, nunca mais conseguiu se firmar no Grupo Especial. Nos últimos 30 anos, por nove vezes frequentou o Grupo Especial, a mais recente delas em 2010.
Agência Brasil
 
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