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10/10/2018 - 11:45
Combustíveis e churrasco ficam mais caros e inflação fecha em 0,42%
 
 
 
Os preços dos combustíveis (diesel, gasolina e etanol) e das carnes (alcatra e contrafilé) subiram em setembro e refletiram no IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande, que fechou em 0,42%.

O índice é muito maior do que o registrando em agosto (-0,01%), de acordo com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. A taxa é a mais alta desde 2015 (0,57%) no comparativo entre os meses de setembro.

Os grupos que mais contribuíram para esse resultado foram: Transportes (1,91%), Habitação (0,60%), Vestuário (0,97%) e Educação (0,17%). Segurando o crescimento do índice, ficaram Despesas Pessoais (-1,23%), Alimentação (-0,13%) e Saúde, (-0,03%).

De acordo com o coordenador do Nepes/Uniderp, Celso Correia de Souza, a inflação registrada para o mês anterior sinaliza uma retomada do processo inflacionário.

“Os aumentos dos combustíveis podem ser vistos como os grandes culpados pela elevação da inflação na Capital. Para os próximos meses, o que se espera são inflações mais elevadas devido às festas de final de ano, período de aumento de consumo e, consequentemente, a inflação deverá continuar crescendo", revelou.

O professor também alerta que o alto valor do dólar pode impactar nos preços de insumos natalinos importados, bem como, outros produtos como trigo, máquinas de alta precisão, eletroeletrônicos e gasolina, recrudescendo a inflação na cidade.

"Ainda com o dólar alto, pode haver favorecimento às exportações brasileiras, principalmente, de grãos e carnes, diminuindo a oferta desses produtos no mercado interno, consequentemente, aumentando os seus preços, contribuindo também para a elevação da inflação", analisa Celso.

Considerando os nove primeiros meses em Campo Grande, a inflação acumulada é de 2,86%. Nesse período destacam-se os grupos, Habitação (5,61%) e Vestuário (3,50%) com altos indicadores. O grupo Transportes (-1,97%) se evidencia pela deflação.

No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa chega a 3,97%, resultado bem próximo da meta de 4,5%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) para o ano todo. "Como a inflação de Campo Grande está sinalizando tendência de alta já não se pode afirmar que existem reais possibilidades de se chegar a dezembro com uma inflação acumulada abaixo dos 4,5%, como aconteceu em 2017, quando registrou 2,60%", projeta o pesquisador.

Alguns fatores poderão ajudar a retardar a elevação da inflação neste ano, como a continuidade do alto nível de desemprego no país, os altos juros praticados na economia, o grande endividamento da população fazendo com que haja queda de demanda de consumo, inclusive, em produtos de alimentação. "Não se pode ignorar que as eleições de outubro/2018 podem influenciar negativamente o controle da inflação, pois, toda incerteza política causa aumento do dólar", acrescenta Celso.

Segmentos

O grupo Habitação fechou setembro em 0,60%, reflexo de aumentos de preços com produtos como desinfetante (6,48%), lâmpada, (4,21%), lustra móveis (0,30%), água sanitária (0,29%), carvão (0,18%), entre outros. Quedas ocorreram com: esponja de aço, (-6,32%), álcool para limpeza (-5,03%), sabão em barra, (-3,18%), etc.

O índice de preços do grupo Alimentação teve deflação de - 0,13%, repetindo o comportamento de julho. As maiores elevações de preços ocorreram com: limão (46,98%), pepino (23,52%), mamão (18,23%), entre outros. Fortes quedas de valor foram constatadas com: abobrinha (-39,69%), cebola (-37,56%), beterraba (-25,20%), entre outros alimentos.

Segundo o pesquisador da Uniderp, a deflação foi resultante do clima mais ameno, que favorece a produção de hortaliças e frutas, baixando os seus preços. "Esse grupo sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de safras, principalmente, verduras, frutas e legumes. Alguns desses produtos aumentam de preços aos términos das colheitas, outros diminuem de preços quando entram nas safras", explicou Celso.

Dos quinze cortes de carnes bovina pesquisados pelo Nepes/Uniderp, oito tiveram alta nos preços. São eles: ponta de peito (11,50%), contrafilé (10,03%), alcatra (7,41%), coxão mole (6,82%), patinho (5,40%), picanha (3,32%), músculo (3,26%) e lagarto (3,11%). O cupim permaneceu estável, mas outros seis cortes registraram quedas no valor: fígado (-6,07%), filé mignon (-1,99%), vísceras de boi (-1,65%), paleta (-1,13%), costela (-0,74%) e acém (-0,13%).

Quanto a carne suína, houve elevação de preços com a costeleta (4,43%) e a bisteca (3,78%), já o valor do pernil caiu (-7%). O frango resfriado reduziu (-3,78%) e os miúdos permaneceram com preço estável.

O grupo Transportes registrou uma forte inflação em setembro: 1,91%, devido a altas nos preços dos combustíveis. O diesel aumentou 3,85%; o etanol 3,31%; a gasolina 2,37%; e passagem de ônibus interestadual 0,95%. Já grupo Educação apresentou pequena inflação de 0,17%, devido aos aumentos de preços em artigos de papelaria, de 0,26%.

O índice de Despesas Pessoais ficou novamente negativo, -1,23%, reduções de preços de itens como hidratante (-3,54%), serviço de cabeleireiro - corte e tintura (-3,13%) e xampu (-1,11%), entre outros. E a Saúde seguiu a mesma tendência, registrando uma pequena redução -0,03%.

E novamente com elevação expressiva, ficou o grupo Vestuário com 0,97%. Entre os destaques de alta nos preços estão: tênis (3,51%), sandália/chinelo masculino (3,40%), vestido (2,71%), entre outros.

Os 10 "vilões" da inflação, em setembro:

Diesel, com inflação de 3,85% e contribuição de 0,12%;
Gasolina, com inflação de 2,37% e contribuição de 0,09%;
Alcatra, com inflação de 7,41% e participação de 0,09%;
Etanol, com variação de 3,31% e colaboração de 0,07%;
Contrafilé, com acréscimo de 10,03% e contribuição de 0,05%;
Papel higiênico, com variação de 6,06% e colaboração de 0,03%;
Tênis, com acréscimo de 3,51% e contribuição de 0,03%;
Calça masculina, com reajuste de 2,38% e participação de 0,02%;
Pescado fresco, com elevação de 3,35% e colaboração de 0,02%.
Patinho, com acréscimo de 5,40% e contribuição de 0,02%;

10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições negativas foram:

Batata, com deflação de -17,80% e contribuição de -0,06%;
Cabeleireiro (corte e tintura), com redução de -3,13% e colaboração de -0,05%;
Cebola, com decréscimo de -37,56% e contribuição de -0,05%;
Fósforos, com baixa de -11,95% e colaboração de -0,04%;
Tomate, com queda de -17,04% e participação de -0,04%;
Frango congelado, com redução de -3,78% e contribuição de -0,03%;
Açúcar, com decréscimo de -4,55% e colaboração de -0,02%;
Protetor solar, com queda de -8,84% e participação de -0,02%;
Sabão em barra, com diminuição de -3,18% e participação de -0,02%;
Lei pasteurizado, com baixa de -1,54% e contribuição de -0,02%.
Campo Grande News
 
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