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08/10/2018 - 14:30
Curitiba: Haddad só cita Lula uma vez e concede entrevista longe da PF
Candidato passou cerca de duas horas reunido com ex-presidente, mas não quis detalhar a conversa
 
 
 
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Em sua primeira entrevista coletiva após o primeiro turno, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, reduziu as menções ao ex-presidente Lula, e fez um aceno aos candidatos derrotados nas urnas nesta segunda (8).
 
Haddad foi a Curitiba pela manhã para visitar Lula na Polícia Federal, onde ele cumpre pena por corrupção - mas deu entrevista em um hotel no centro da cidade, e não na frente da prisão, como sempre faz.

Ele passou cerca de duas horas reunido com Lula, mas não quis detalhar a conversa, nem dizer qual a análise que o ex-presidente fez do resultado eleitoral.

O petista também não quis responder se voltará a visitar Lula em Curitiba, e só mencionou o ex-presidente uma vez, ao longo de 18 minutos de entrevista, ao dizer que mantém uma "longa amizade" com Ciro Gomes (PDT), "desde o primeiro governo Lula".

Setores do PT defendem que o ex-prefeito de São Paulo reduza as menções a Lula e passe a conduzir a candidatura, que ele assumiu em meados de setembro.

Para Haddad, sua ida ao segundo turno, com 29% dos votos, foi "um feito".

Ele disse que pretende defender um projeto de "desenvolvimento com inclusão social", e destacou a "defesa do estado de bem-estar social" como uma das principais diferenças entre a sua candidatura e a de Jair Bolsonaro (PSL).

"O neoliberalismo que ele [Bolsonaro] propõe vai agravar a crise; já não deu certo na Argentina e não vai fortalecer o poder de compra do trabalhador", disse.

Ele ainda criticou a flexibilização do porte de armas, como propõe Bolsonaro, e disse que a proposta provocaria "mais mortes e mais lucro para quem produz armas, mas não vai resultar em segurança".

Por fim, voltou a acenar a candidatos derrotados no primeiro turno, e citou nominalmente Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB), prometendo "conversar com as forças democráticas do país".

"É assim que se faz democracia; no diálogo, buscando convergências e consensos", declarou. 
Folhapress
 
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