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30/11/2018 - 09:15
Consumidor usará maior parte do 13º para quitar dívidas
 
 
 
Os pagamentos do décimo terceiro salário em Mato Grosso do Sul vão incrementar a economia do Estado em R$ 2,6 bilhões, porém, apenas R$ 400 milhões deverão ser direcionados ao comércio, já que a prioridade do sul-mato-grossense será a quitação de dívidas. Segundo levantamento sazonal do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS), realizado em parceria com o Sebrae-MS, 55% da população pretende utilizar o dinheiro para pagar contas, impostos e outras despesas do início de ano e 16% responderam que vão usar o recurso para comprar presentes e gastar com comemorações relacionadas ao período de fim de ano.

A boa notícia para o comércio, contudo, é que, de maneira geral, houve aumento das intenções de consumo e do preço médio a ser gasto com os presentes de Natal. O levantamento aponta que, impulsionadas pela recuperação da economia e pelo otimismo dos consumidores, as festas de fim de ano devem movimentar R$ 378,32 milhões na economia de Mato Grosso do Sul, sendo R$ 225,17 milhões no período do Natal e R$153,15 milhões no Ano-Novo. O montante é 48,7% maior do que a movimentação de 2017, que foi de R$ 254,35 milhões. 

“O cenário está positivo, pois temos um número expressivo de movimentação [da economia]. A intenção de consumo das famílias teve um aumento de 20% em relação a 2017. O desemprego ainda está alto, mas temos alternado bons e maus momentos”, comenta a economista da Fecomércio, Daniela Dias. “De uma forma geral, as pessoas estão mais otimistas, por isso estão propensas a gastar mais e até a utilizar mais a opção do cartão de crédito e parcelamento, apesar de o pagamento em dinheiro ainda ser a maior preferência”, define.

Segundo a pesquisa, 63,1% dos sul-mato-grossenses pretendem arcar com os gastos dos presentes de Natal com dinheiro, já 14,1% vão usar o cartão de crédito e outros 13,1% vão parcelar as compras. A maioria da população também pretende procurar os produtos nas lojas do centro (72,8%). 

“Como de costume, as pessoas ainda preferem fazer suas compras na região central. Esse índice foi maior em 2017, quando 82% responderam que iriam ao centro, mas, apesar da queda, ainda é um porcentual bastante significativo”, comenta Dias. Em segundo lugar, aparece a opção de compras via internet (7,6%) e, depois, os shoppings (5%).
Dos gastos com o Natal, a pesquisa mostra um maior dinamismo financeiro para as comemorações em vista dos presentes. Serão R$ 130,94 milhões destinados às comemorações e R$ 94,23 mi às compras de presentes. O gasto médio com os presentes subiu de R$ 186,49 para R$ 213,89 este ano, aumento de 14,69%.

TRABALHO TEMPORÁRIO
Diante das boas perspectivas para as vendas, as contratações de funcionários temporários registraram aumento de 2%. Segundo a pesquisa da Fecomércio, foram geradas 5,2 mil vagas em MS, sendo 2,1 mil na Capital. A modalidade de trabalho intermitente também já se faz presente no Estado, porém em menor expressividade.

“Com a perspectiva de boas vendas, o comércio contratou bastante. O trabalho intermitente também aparece, mas em menor escala, e principalmente em lojas de rede e supermercados”, diz a economista Daniela Dias.

Uma oportunidade ocasionada pelo trabalho temporário é a permanência no cargo após as festas de fim de ano. Segundo Dias, tradicionalmente, 15% dos contratados temporariamente são efetivados após o período. “O que é determinante para a contratação é o comportamento do funcionário”.

LOJISTAS
A alta movimentação de dinheiro no comércio é uma oportunidade para os lojistas aumentaram o capital de giro de suas empresas, além de atraírem e fidelizarem seus clientes. A dica é da economista e analista do Sebrae, Vanessa Schmidt. 

“O consumidor moderno não busca apenas o produto. Ele busca um bom atendimento, um ambiente atrativo e um produto que seja a solução para seus problemas. Esse consumo, ligado a uma experiência, é o principal atualmente”, explica. 

“É importante que o lojista prepare bem sua equipe, especialmente no serviço pós-venda. Nos presentes, é comum que haja trocas de produtos nas semanas seguintes. Essa é uma oportunidade de atrair novos clientes e esvaziar o estoque”.

A especialista aponta que as trocas são muito fáceis em outros países, mas ainda há muita resistência no varejo brasileiro. Essa dificuldade afasta os potenciais clientes.
Correio do Estado
 
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