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12/09/2017 - 16:15
Investigação que levou 31 bombeiros à prisão no Rio começou em 2015
 
 
 
Em operação realizada na manhã desta terça-feira (12), foram presos no Rio 31 bombeiros acusados de cobrar propina de empresários. Também foram presos três empresários.

Coordenada pela Corregedoria Geral Unificada (CGU) da Secretaria de Segurança Pública em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro, a Operação Ingenium cumpre 38 mandados de prisão, 67 ordens de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, em quartéis do Corpo de Bombeiros e na sede de empresas.

Os presos foram autuados na Cidade da Polícia e os bombeiros militares, encaminhados ao Grupamento Especial Prisional (GEP) da corporação. Foram apreendidos na operação um veículo, no valor de R$ 140 mil, que teria sido pago à vista, e R$ 300 mil em espécie. Acusados de organização criminosa, cuja pena vai de três a oito anos de prisão, com acréscimo de um sexto por serem funcionários públicos.

Segundo o promotor Fábio Corrêa, a investigação começou com escutas telefônicas feitas em 2015, referentes a uma investigação sobre agiotagem, na qual um bombeiro estava envolvido.

O promotor disse que os diálogos eram cifrados e que gírias eram usadas para se referir aos valores. De acordo com Corrêa, o grupo negociava a liberação de estabelecimentos comerciais sem as exigências e fiscalização necessárias no processo legal, por meio do controle dos serviços técnicos conhecido como Setor de Engenharia. Corrêa explicou que foram identificados três segmentos dentro da organização criminosa.

Os líderes eram dois coronéis, assessores do Comando-Geral, que buscavam colocar oficiais em postos estratégicos para o desempenho dessa atividade do grupo, informou o promotor. "No segundo segmento, nós temos oficiais lotados nos grupamentos e no Setor de Engenharia, responsáveis pela vistoria dos estabelecimentos e por catalogar os documentos recebidos. Eles valiam-se de vistorias inopinadas, com o intuito de observar irregularidades e quantificar as exigências que, se não fossem devidamente atendidas, impediriam a atividade de funcionar."

Também foram identificados casos em que a empresa poderia conseguir a documentação, mas exigiam-se dela pagamentos para a liberação, acrescentou Corrêa. “No terceiro núcleo, estão empresas de segurança e prevenção de incêndio que faziam a interface entre o Setor de Engenharia e os empresários, público-alvo do grupo.”

A superintendente operacional da CGU, Renata Araújo, explica que a investigação inicial, deflagrada com a operação de hoje, identificou a organização criminosa e como ela operava. Segundo Renata, o trabalho continua, e ainda será determinado como atuou cada um dos envolvidos no processo.

Já foram identificadas pelo menos 20 empresas que pagaram propina para sua liberação, entre as quais padarias, supermercados e restaurantes. Segundo Renata, os pagamentos no esquema variavam de R$ 750 a R$ 30 mil, dependendo da natureza do estabelecimento.

Fluminense

Na operação, identificou-se também a falta de um documento para liberação, no ano passado, do Estádio Giulite Coutinho, do America Football Club, em Edson Passos, na cidade de Mesquita, na Baixada Fluminense. O estádio seria usado pelo Fluminense.

“Havia um esquema de corrupção. Os documentos eram emitidos, muitas vezes sem o cumprimento das exigências. Os empresários pagavam propina para receber o documento e o estabelecimento funcionar. Detectamos o Fluminense de fato não cumpriu as exigências e fez os jogos no estádio do América. Renata afirmou que foram disputados ali jogos que sem cumprisse a exigência de proteção contra incêndio e explicou: "a autorização não é por jogo, mas sim para o clube funcionar por um determinado tempo”.

O Fluminense foi procurado para se posicionar sobre a acusação, mas não se manifestou até o fechamento da matéria.
Agência Brasil
 
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